Tide Group https://grupotide.com.br Sat, 19 Sep 2020 16:07:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.5.3 https://grupotide.com.br/wp-content/uploads/2020/09/cropped-icone-tide-group-32x32.png Tide Group https://grupotide.com.br 32 32 Soja: Demanda Chinesa continua forte https://grupotide.com.br/2020/09/19/soja-demanda-chinesa-continua-forte/ https://grupotide.com.br/2020/09/19/soja-demanda-chinesa-continua-forte/#respond Sat, 19 Sep 2020 16:07:37 +0000 https://grupotide.com.br/?p=2918 As empresas esmagadoras de soja chinesas compraram mais 6 cargos de soja norte-americana do Golfo para completar suas necessidades a partir de novembro e dezembro e 3 cargos de soja brasileira de safra nova. “Nos dois países os prêmios permaneceram inalterados. As Farmers Selling (vendas dos agricultores) atingiram 400.000 toneladas/cada no Brasil e na Argentina, nesta quinta-feira. No mercado de Paper de Paranaguá foram negociadas novamente posições para março entre +73 e +69H e para junho a +69N”, comenta.

Em relação aos subprodutos, no porto chinês de Dallian a soja avançou para US$ 675,00 contra US$ 670,52 do dia anterior, o farelo de soja avançou para US$ 453,64, como os US$ 452,54 do dia anterior e o óleo de soja avançou para US$ 1058,41 como os US$ 1035,39 do dia anterior. “Em Rotterdam, o principal porto não-China de demanda de soja e subprodutos, o preço do primeiro mês cotado da soja-grão avançou para US$ 435,00/t contra os US$ 428,80/t do dia anterior; o pellets de  soja avançou para US$ 426,00 como os US$ 422,00 do dia anterior, afloat”, completa.

“Os preços dos óleos vegetais, para o primeiro mês, terminaram o dia cotados a: óleo de canola avançou para US$ 963,70/t contra US$ 958,47/t do dia anterior; o óleo de linhaça foi cotado em US$ 1075,00/t contra os US$ 1077,50 /t do dia anterior; o óleo de soja avançou para US$ 931,77/t contra $ 908,77/t do dia anterior; o óleo de girassol recuou para US$ 1080,00 como os US$ 1090,00 do dia anterior e o óleo de palma subiu para US$ 795,00 contra os US$ 750,00/t do dia anterior. Na Índia, maior importador de óleos vegetais do Mundo, o óleo de soja avançou para US$ 980,00 como os US$960,00/t do dia anterior, em Nova Delhi”, conclui.

Fonte: Agrolink

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Balança do agronegócio tem superávit recorde de US$ 61,5 bi até agosto, diz CNA https://grupotide.com.br/2020/09/19/balanca-do-agronegocio-tem-superavit-recorde-de-us-615-bi-ate-agosto-diz-cna/ https://grupotide.com.br/2020/09/19/balanca-do-agronegocio-tem-superavit-recorde-de-us-615-bi-ate-agosto-diz-cna/#respond Sat, 19 Sep 2020 16:00:33 +0000 https://grupotide.com.br/?p=2912 São Paulo, 18 – A balança comercial brasileira do agronegócio registrou superávit recorde de US$ 61,5 bilhões de janeiro a agosto de 2020. As exportações somaram, em receita, US$ 69,6 bilhões no acumulado dos oito primeiros meses deste ano, alta de 8,3% em relação ao mesmo período de 2019, e 152,4 milhões de toneladas em volume (aumento de 15,8%). Já as importações no período (US$ 8,1 bilhões) tiveram queda de 11,9% ante igual período de 2019.

Os dados foram divulgados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com base nas informações do Ministério da Economia.

Os produtos mais exportados foram: soja em grãos (US$ 25,7 bilhões); carne bovina in natura (US$ 4,8 bilhões); o açúcar de cana em bruto (US$ 4,2 bilhões); a celulose (US$ 4 bilhões) e farelo de soja (US$ 3,9 bilhões). Esses cinco produtos representaram 61,3% dos embarques totais no período.

Em contrapartida, foram destaque na importação no período: trigo (US$ 986,2 milhões); papel (US$ 442,5 milhões), álcool etílico (US$ 354,7 milhões) e malte (US$ 303,1 milhões).

A China foi o principal destino dos produtos brasileiros de janeiro a agosto, com receita de US$ 26,4 bilhões e uma parcela de 38% das exportações. O segundo mercado foi a União Europeia, que respondeu por 16% dos embarques do agro, que somaram US$ 11,3 bilhões. As vendas para os Estados Unidos foram de US$ 4,2 bilhões, fatia de 6,1% do total. Japão e Hong Kong completam a lista dos principais consumidores no acumulado de 2020.

Agosto

No desempenho mensal, as exportações em agosto totalizaram US$ 8,9 bilhões, fechando o mês com saldo positivo de US$ 8 bilhões, aumento de 7,8% em relação a agosto de 2019. Em volume, o total embarcado foi de 22,2 milhões de toneladas, variação de 15,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Os principais produtos exportados no mês foram a soja em grãos (US$ 2,2 bilhões), o milho (US$ 1 bilhão) o açúcar de cana em bruto (US$ 824,3 milhões), a carne bovina in natura (US$ 654,2 milhões) e o farelo de soja (US$ 497 milhões), que tiveram participação de 58,7% do total das vendas externas no mês. China, União Europeia, Estados Unidos, Coreia do Sul e Tailândia foram os principais destinos dos produtos do agro brasileiro.

A CNA também analisou o comércio de alguns produtos que fazem parte do escopo do projeto Agro.BR, desenvolvido em parceria com a Apex Brasil para estimular a inserção de pequenos e médios produtores rurais no mercado internacional. Destaque para chá, mate e especiarias, frutas, lácteos, pescados e produtos apícolas.

Fonte: Dinheiro Rural

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Novos desafios para a logística https://grupotide.com.br/2020/09/19/novos-desafios-para-a-logistica/ https://grupotide.com.br/2020/09/19/novos-desafios-para-a-logistica/#respond Sat, 19 Sep 2020 15:56:05 +0000 https://grupotide.com.br/?p=2908 Com o isolamento social alguns novos desafios para o transporte de alimentos emergiram. Junto a velhos gargalos e com expectativas recordes de produção e de exportação, há muito a ser feito no setor para que o Brasil mantenha sua competitividade no mercado externo. A boa notícia é que ao que tudo indica o País está no caminho certo.

O ano de 2020 já é um marco na história da sociedade moderna. O isolamento social provocado pela pandemia da Covid-19, mudou o hábito das pessoas, e como consequência, alterou também o modo de operação de empresas, indústrias e serviços. Para alguns setores o impacto econômico foi determinante para o fechamento de diversas operações. Para outros, foi um gatilho para a aceleração no processo de modernização já em curso. Foi o caso do setor de logística como um todo e, em especial, para aquele voltado a atender as demandas do agronegócio. “O Brasil sairá da pandemia consolidado como o grande abastecedor global de commodities agrícolas responsável pela segurança alimentar de muitos povos pelo mundo”, afirmou Jairo Cordeiro, secretário de Fiscalização de Infraestrutura Portuária e Ferroviária do Tribunal de Contas da União (TCU). Para manter a competitividade no mercado global, no entanto, é preciso aproveitar a oportunidade aberta com a crise sanitária e preparar o setor para novos desafios. Dentre os mais urgentes, a digitalização e adesburocratização. Solucionar antigos gargalos, continua na agenda. “O período pós-Covid mostra-se como um período que priorizará a saúde, a sanidade, e a sustentabilidade. Isso abre ao Brasil e ao mundo um novo paradigma de desenvolvimento”, afirmou Marcelo Brito, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

 

Para melhorar eficiência nos portos, a meta é privatizar com de mais de cinquenta contratos de adesão a terminais Privados E investir na melhoria das vias de acesso (Crédito:Claudio Gatti)

Um dos impactos que já se sente de março para agosto é um maior apetite para o investimento. O Ministério de Infraestrutura anunciou que projetos em planejamento ganharam mais força após o início da pandemia, em uma estratégia para minimizar riscos de colapsos. Pelas metas apresentadas, serão R$ 30 bilhões em investimentos públicos, R$ 250 bilhões em concessões federais nos próximos dois anos, além de R$ 40 bilhões em ferrovias e R$ 1,9 bilhão em melhoria de acesso rodoviário ao porto de Santos (SP). Com o montante, a expectativa é desestatizar os portos para melhorar o embarque das mercadorias, dobrar a participação das ferrovias na matriz e reduzir o frete. “Em dois anos vamos realizar 24 leilões de arrendamento portuário, assinar 54 contratos de adesão a terminais privados, aumentar em 40% nossa frota marítima e preparar o país para um boom ferroviário”, afirmou o ministro Tarcísio Gomes.

CHARLIE CONNER: a pandemia acelerou o processo de digitalização (Crédito:Divulgação)

 

Caso os investimentos se concretizem, há uma esperança na solução de um dos mais antigos gargalos do setor. “Atualmente, a distribuição entre os modais é desigual e pouco eficiente, o que interfere nos custos de produção e afeta as oportunidades do País no ambiente externo”, afirmou Cláudio Loureiro, diretor-executivo do Centro de Navegação Transatlântica (Centronave). Atualmente o modal ferroviário participa com 60% da matriz, o ferroviário com 23,3%, o aquaviário com 13,2% e o dutoviário com 3,4%. Pesa sobre o desequilíbrio ainda, a questão da conservação das vias. Somente 12,4% do total de 1,72 milhão de quilômetros de rodovias estão pavimentados e 57% das estradas estão em condições ruins ou péssimas. Já dos 30,6 mil quilômetros da malha ferroviária, apenas 10 mil quilômetros são explorados e ainda que o Brasil tenha 137 portos e terminais, só 45 têm conexão internacional e com graves deficiências. Problemas que afetam centros de produção cruciais para a expansão do agronegócio brasileiro. “Nosso principal meio de escoamento são as rodovias, mas motoristas e produtores sofrem problemas como dificuldade de trafegabilidade, falta de sinalização e asfalto precário. Sem a estadualização da estrada, não há perspectiva de melhora”, disse Johnathan Ferreira, membro da associação dos produtores rurais do Vale do Iriri (MT) que estima em R$ 2 bilhões os prejuízos obtidos pela região no ano passado devido às condições das vias.

BUROCRACIA Outro ponto crucial que ficou ainda mais evidente com as regras do distanciamento físico é a necessidade de desburocratização do setor. Em recente auditoria, o TCU constatou que o transportador precisa preencher diversos formulários e sistemas, além de imprimir vários documentos, mesmo os eletrônicos, regras que geram um emaranhado de papel a ser guardado por cinco anos. Burocracia causada, segundo a instituição, pela falta de articulação entre diversos ministérios — Economia, Agricultura e Infraestrutura — e pela ausência de um órgão responsável pela integração dos modais. Mesmo o transportador classificado como multimodal precisa arcar com todas as papeladas exigidas em cada um dos modais. “Não tem benefício, é só propaganda. O foco tem de ser na carga e não no modal”, afirma Cordeiro, secretário do TCU. O relatório com os pareceres da auditoria entregue a autoridades públicas no primeiro semestre começam a surtir efeito. Em agosto, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) anunciou que a emissão do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) passou a ser 100% digital. Além disso, o Congresso Nacional aprovou uma minirreforma para desburocratizar as atividades dos portos públicos. Entre as ações, o documento prevê que o processo de licitação para arrendamento portuário possa ser dispensado quando ficar comprovado que apenas uma empresa quer explorar a área.

RODOVIAS Somente 12,4% das estradas são pavimentadas (Crédito:Milos-Muller)

 

Não é só o governo que está nesta batalha. Para reduzir a quantidade de papel, algumas empresas privadas estão investindo em tecnologia. Na Sotran, companhia com mais de 35 anos dedicados à logística, o processo de evolução de uma transportadora tradicional para uma plataforma de tecnologia foi intensificado. “Logo no início da pandemia, percebemos que o motorista queria se afastar do ecossistema de sempre em que ficava nos postos de gasolina apertando a mão de mais de 50 representantes de transportadores até fechar um negócio”, disse Charlie Conner, CEO da empresa. Em sua nova estratégia iniciada entre 2018 e 2019, a companhia disponibiliza um sistema que permite aos motoristas selecionar e reservar cargas on-line e um modelo de pagamento digital, criado com a intenção de acabar com o uso das cartas-frete e cheques. Ambas as ações servem ao propósito de reduzir o contato físico entre os elos da cadeia. Até o momento, a Sotran acumula cerca de 200 mil motoristas e 900 embarcadores de grãos, açúcar e fertilizantes registrados na plataforma e espera movimentar entre 15 milhões e 16 milhões de toneladas neste ano.

Com a aceleração do processo de mudança de mentalidade do motorista que passou a enxergar na tecnologia um aliado poderoso para manutenção de sua segurança e aumento da produtividade, o setor que até pouco tempo era dominado por corporações gigantes e por milhares de micro transportadoras começa a atrair a atenção de startups. Uma delas é a Trucker do Agro, uma espécie de uber do setor que venceu o Desafio Covid-19 lançado pela AgtechGarage, Bayer e Sicredi para auxiliar produtores a aumentarem a produtividade com baixos custos. “Com a pandemia, muitos dirigentes do campo perceberam que a logística era terreno fértil para transações informais com dinheiro correndo por fora”, afirmou Durval Carneiro, fundador e CEO da empresa. Para resolver este problema, Durval e mais um sócio criaram uma plataforma em que o produtor, trading ou cooperativa registra gratuitamente a carga que quer transportar, os dados de origem e destino, e o valor da nota fiscal. As informações chegam a uma base de 200 transportadoras que devolvem o preço. O contratante escolhe a que melhor lhe convier, e passa a acompanhar o trânsito da carga por um quadro digital alimentado em tempo real com todas as informações relevantes ao processo. A startup ganha por toneladas transportadas.

Por mais segurança e trabalho, motorista muda cultura e incorpora tecnologia (Crédito:Divulgação)

 

 

 

 

 

 

 

 

Não foi somente o motorista quem ganhou com os novos serviços digitais. Diversas soluções também foram criadas para atender ao produtor. Na Maersk, maior empresa de transporte naval de contêineres do mundo, novos produtos foram incorporados ao portfólio durante a pandemia. Dentre eles o Maersk Spot para dar mais transparência no processo de booking e acompanhamento on-line dos contêineres, e um serviço que oferece ao cliente a possibilidade de armazenagem de mercadorias em trânsito, no qual a Maersk segura a carga de seus clientes em hubs próprios até que haja condições mais favoráveis para sua entrega no destino. Com as medidas, a empresa conseguiu manter um bom ritmo das operações. “Não sofremos impactos da pandemia nas exportações do agronegócio brasileiro e vamos fechar o ano com crescimento da empresa previsto de 3.8%”, afirmou Gustavo Paschoa, diretor comercial da Maersk Costa Leste na América do Sul.

Pelas expectativas do setor, a expansão deve ser generalizada. De acordo com o Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (MAPA) o Valor Bruto da Produção (VPB) do agronegócio deve crescer 8,5% neste ano em comparação com o anterior para R$ 703,8 bilhões. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), é mais otimista prevendo recorde de R$ 740,3 bilhões, 12,4% mais que em 2019. Em exportações, a estimativa da consultoria Congo, especializada em agronegócio, aponta para recorde de R$ 106,1 bilhões, com importações estimadas em US$ 12,3 bilhões, gerando um saldo também inédito de US$ 93,8 bilhões.

Se nas exportações, a Maersk manteve boas expectativas a despeito da Covid-19, em importações o fluxo de mercadorias apontava para uma redução entre 20% a 25% no segundo trimestre. O resultado foi a falta de contêineres para o embarque de mercadorias brasileiras. “Tivemos que tomar medidas extremas como embarcar um carregamento de contêineres vazios para o Brasil”, afirma Paschoa. A falta do equipamento foi agravada pelo comportamento do produtor brasileiro de usá-los como depósitos para estocagem de grãos. Ainda que o problema não seja exatamente novo, o tempo de armazenagem que antes da pandemia era de dez a 20 dias, passou para 30 dias. Para reverter o problema, a saída foi oferecer novas alternativas para estocagem ao produtor e acelerar o processo de reparos nas peças danificadas.

Mais do que um problema isolado, a questão da armazenagem é um dos grandes desafios conjunturais sofridos pelo setor de logística. Pelos dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a capacidade instalada de armazenagem é de 170 milhões de toneladas de grãos, enquanto a produção deve ultrapassar as 250 milhões de toneladas. “Como não é considerado um problema crítico para a produção, o produtor está esperando o financiamento do BNDES com taxas de 3% a 4% para a construção da infraestrutura. Mas este financiamento não vai sair. É preciso buscar outra forma de obter crédito”, disse Daniel Goulart, pesquisador do Centro de Excelência em Logística e Supply Chain da Fundação Getúlio Vargas (FGVCelog). Mesmo a melhora esperada na capacidade instalda de amarzenagem em 68 milhões de toneladas até 2029/2030 será insuficiente para atender a demanda.

DURVAL CARNEIRO: os dirigentes precisam de mais transparência dos dados (Crédito:Divulgação)

 

 

 

 

 

 

 

MEIO AMBIENTE Ainda que os desafios da logística, dentre novos e antigos, tenham ganhado ainda mais relevância com a pandemia, a questão da sustentabilidade é um dos mais quentes na agenda mundial. “É inexorável que a preocupação com as condições sanitárias dos animais aumente e que a questão da sustentabilidade ganhe mais relevância”, afirma Guilherme Bellotti, gerente de agronegócio no Itaú BBA. Rastrear a carga, assegurar e comunicar conformidades com novos padrões de segurança alimentar e de proteção ao meio ambiente, da produção até o consumidor final, não é mais um diferencial, e sim conduta mínima para se manter no jogo. Caso o Brasil queira se manter competitivo na nova realidade, mais recursos financeiros serão necessários. “A mudança que precisa ser feita em logística requer investimentos pesados, mas o governo não tem recursos, pois tem necessidades mais urgentes”, afirma Maurício Moraes, sócio da PwC Brasil. Seja como for, além dos investimentos em si, passa pela esfera governamental criar condições para que a participação da iniciativa privada em logística se realize. Afinal quando se fala no crescimento do campo, o ganho é também para a economia do País.

Fonte: Dinheiro Rural

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Veja 6 dicas da Embrapa para uma boa implantação das lavouras de soja https://grupotide.com.br/2020/09/19/veja-6-dicas-da-embrapa-para-uma-boa-implantacao-das-lavouras-de-soja/ https://grupotide.com.br/2020/09/19/veja-6-dicas-da-embrapa-para-uma-boa-implantacao-das-lavouras-de-soja/#respond Sat, 19 Sep 2020 15:45:14 +0000 https://grupotide.com.br/?p=2905 Para ajudar os produtores de soja de todo o país, a entidade criou um manual completo, a pedido do Soja Brasil, para garantir uma boa safra.

Faltando ainda menos de um mês até que o plantio da soja seja novamente autorizado a acontecer em diversos estados brasileiros, a Embrapa preparou a pedido do Projeto Soja Brasil um manual completo com dicas para garantir uma boa safra. A ideia é trazer dicas para que o sojicultor se prepare e consiga ter uma temporada ainda melhor que as anteriores.

A entidade ressalta antes de qualquer dica que a semeadura da soja não deve ser realizado em solo sem a umidade necessária, mesmo que haja previsão de chuvas posteriormente.

1 – Em solos muito argilosos, sugere-se semear 3 dias após a chuva; em solos mais leves pode ser 2 ou até 1 dia após a chuva, depende do volume precipitado.

 – A população ideal de plantas por hectare varia entre as cultivares, mas fica próxima a 300 mil unidades, o que corresponde a 12 a 14 plantas por metro, semeadas em fileiras distantes de 45 a 50 centímetros entre elas.

3 – Em plantios muito antecipados, cuidado com a escolha da cultivar; nem todas se adaptam bem quando semeadas muito cedo.

4 – Uma mesma região pode apresentar diferentes altitudes e, em função disto, demandar cultivares com diferentes características.

5 – Por causa da temperatura do solo, é mais lenta a germinação da soja em grandes altitudes e latitudes.

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Clima em setembro preocupa produtores de tomate estaqueado https://grupotide.com.br/2020/09/19/clima-em-setembro-preocupa-produtores-de-tomate-estaqueado/ https://grupotide.com.br/2020/09/19/clima-em-setembro-preocupa-produtores-de-tomate-estaqueado/#respond Sat, 19 Sep 2020 15:41:58 +0000 https://grupotide.com.br/?p=2902 O plantio do tomate estaqueado, ou tomate de mesa, já foi realizado nas principais áreas produtoras do fruto, que englobam as regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. No entanto, o tempo excessivamente quente e seco nessas localidades têm preocupado os agricultores, já que o tomateiro possui necessidade crescente de água durante todo o período de desenvolvimento.

Além da falta de chuva, as altas temperaturas também chamaram a atenção nessas regiões durante o mês de agosto, o que também é prejudicial para o tomate em fase de germinação. Por outro lado, durante o desenvolvimento e produção, o tomateiro suporta ampla variação de temperatura, entre 10ºC e 34ºC.

Durante todo o mês de setembro, os produtores devem se preparar novamente para dias muito quentes e secos. Segundo análises dos meteorologistas da Climatempo, a maioria das áreas do Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste continuará sob predomínio de uma grande e forte massa de ar seco nas próximas semanas, com expectativa de chuva abaixo da média climatológica. Apenas a partir do dia 20 é que algumas pancadas devem voltar a ocorrer de forma muito irregular sobre os estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Minas Gerais.

Com o excesso de calor e baixos índices de umidade, a situação continua bastante preocupante também com relação às queimadas, que têm castigado várias áreas produtoras do país. No Centro-Oeste, uma das regiões que mais registrou focos de incêndio em agosto, a expectativa é de que as primeiras pancadas de chuva atrasem em setembro, e só comecem a ocorrer com maior regularidade no mês de outubro. Por isso, é altamente recomendável que os produtores apostem em irrigação automática para mitigar os efeitos do clima sobre os tomateiros.

Além dos fatores ligados ao tempo, o cultivo do tomate por estaqueamento também requer cuidados especiais para evitar problemas relacionado a pragas e doenças, além da parte nutricional. O fortalecimento fisiológico, por exemplo, é de extrema importância para o fruto, que é suscetível às condições adversas do próprio tomate e do ambiente.

Pensando em tudo isso, a Satis, especialista em soluções de nutrição vegetal, criou uma linha completa de produtos para a cultura do tomate, essencial para o produtor que deseja uma lavoura de alta performance produtiva. O Fulland e o Vitaphol Active são tecnologias que auxiliam no manejo fitossanitário, por exemplo, Fulland atua diretamente no fortalecimento fisiológico e na potencialização dos fungicidas, enquanto o Vitaphol Active promove a ativação do metabolismo secundário, obtendo uma planta mais saudável. Já o Sturdy e o Vitakelp oferecem desenvolvimento radicular e vegetativo de excelência, além de maior pagamento de flores e frutos.

E quando o assunto é frutos de qualidade, com a Satis não tem tempo ruim! Os produtos Vitaphol Power K e Mathury auxiliam no enchimento dos frutos, melhorando peso e sabor, deixando os frutos bem uniformes e com excelente coloração.  Além disso, o Vitan promove um grande equilíbrio no índice de área foliar, que estimula as plantas a apresentarem suas máximas capacidades produtivas.

Para tomate de qualidade, conte com a Satis. Saiba mais em: www.satis.ind.br/home

Fonte: Agroclima

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Embrapa promove painel sobre inoculação em pastagens https://grupotide.com.br/2020/09/19/embrapa-promove-painel-sobre-inoculacao-em-pastagens/ https://grupotide.com.br/2020/09/19/embrapa-promove-painel-sobre-inoculacao-em-pastagens/#respond Sat, 19 Sep 2020 15:37:54 +0000 https://grupotide.com.br/?p=2899 Embrapa Soja promove o Painel sobre Inoculação em Pastagens: Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação na Agropecuária.

A Embrapa Soja promove no dia 17 de setembro, das 10h às 11h15, o Painel sobre Inoculação em Pastagens: Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação na Agropecuária.  Para participar, inscreva-se aqui. Estima-se que o Brasil tenha cerca de 180 milhões de hectares ocupados por pastagens, a grande maioria com braquiárias. Desse total, cerca de 70% encontra-se em algum estágio de degradação. O uso de bactérias promotoras de crescimento de plantas pode aumentar a eficiência de recuperação dessas áreas pelo aumento da eficiência de uso de fertilizante nitrogenado.

A Embrapa Soja possui uma coleção de aproximadamente 5 mil microrganismos, sendo mais de 90% deles bactérias. Durante o painel, o papel dos microrganismos na nutrição mineral das plantas será abordado pelo pesquisador Marco Antonio Nogueira.  Após a seleção das melhores estirpes, é necessário criar um produto que chegue ao agricultor. Na indústria, são testadas formulações que garantem qualidade ao produto. Para falar sobre o desenvolvimento e produção de bioinsumos de qualidade, o painel contará com a participação do Diretor de Operações da Total Biotecnologia/Biotrop, Eduardo Pesarini.

Além disso, o painel contará com a palestra sobre Inoculação de pastagens: Revolução em ganhos nutricionais, econômicos e ambientais será o tema da pesquisadora Mariangela Hungria.  A Embrapa e a Biotrop desenvolveram um inoculante capaz de promover o crescimento das braquiárias, a partir da seleção de estirpes da bactéria  Azospirillum brasilense. Seu principal mecanismo é a produção de fitormônios, que aumentam as raízes, por isso permitem maior absorção de nutrientes e de água. Considerando as parcelas que receberam fertilizante nitrogenado, a inoculação com o AzoTotal resultou em um incremento de 15% na produção de biomassa da braquiária e de 25% na produção total de proteínas.

Programação

– O papel dos microrganismos na nutrição mineral das plantas.
Marco Antonio Nogueira – Pesquisador da Embrapa Soja

– Desenvolvimento e produção de bioinsumos de qualidade.
Eduardo Pesarini – Diretor de Operações da Total Biotecnologia/Biotrop

– Inoculação de pastagens: Revolução em ganhos nutricionais, econômicos e ambientais
Mariangela Hungria – Pesquisadora da Embrapa Soja

Serviço
Evento: Painel sobre Inoculação em Pastagens: Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação na Agropecuária.
Data: 17 de setembro
Horário: 10 h às 11h15

Faça sua inscrição para receber o link da transmissão: https://www.sympla.com.br/painel—inoculacao-em-pastagem-pesquisa-desenvolvimento-e-inovacao-na-agropecuaria__978444

Fonte: Agrolink

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Vazio Sanitário do algodão mobiliza agricultores baianos no combate ao bicudo https://grupotide.com.br/2020/09/19/vazio-sanitario-do-algodao-mobiliza-agricultores-baianos-no-combate-ao-bicudo/ https://grupotide.com.br/2020/09/19/vazio-sanitario-do-algodao-mobiliza-agricultores-baianos-no-combate-ao-bicudo/#respond Sat, 19 Sep 2020 15:35:37 +0000 https://grupotide.com.br/?p=2896 A partir do próximo domingo (20), está decretado o início do período do Vazio Sanitário nas lavouras de algodão do Oeste da Bahia. Momento em que os restos de plantas vivas em áreas recém colhidas devem estar eliminados e assim, evitar que se multipliquem e possam promover a proliferação de pragas e doenças como o bicudo do algodoeiro, principal inimigo do cotonicultor. O Vazio Sanitário se estende até 20 de novembro na região Oeste, já no Sudoeste o calendário teve início em 01 de setembro e vai até 30 de outubro.

O controle das pragas nas lavouras de algodão da Bahia conta com apoio do Programa Fitossanitário da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) referência na área agrícola em todo o Brasil. Nesta safra, em reta final de colheita, a campanha “Não ao Bicudo”, garantiu, uma produtividade média de 300 arrobas/hectare em uma área de 313.556 mil hectares. Esses resultados representam a manutenção da produção histórica em torno de 1,5 milhão de toneladas de algodão (caroço e fibra). A redução dos índices de bicudo depende ainda da colaboração dos agricultores, cumprindo o período do Vazio Sanitário e deixando tudo pronto para o plantio safra seguinte.

“O bicudo é uma praga de controle coletivo, o Programa Fitossanitário cumpre a sua parte, mas, cabe aos agricultores, fazerem o dever de casa”, avalia o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato. Ele credita as altas produtividades em grãos e algodão alcançadas no Oeste baiano ao comprometimento tanto das associações, quanto dos próprios produtores. “Este trabalho foi iniciado há muitos anos, coordenado pela Aiba (Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia) e Abapa e reforça nos produtores a importância do combate às pragas. A conscientização em seguir as recomendações do Vazio Sanitário resulta em ganhos de produtividade e econômicos de toda a região”, diz.

O Oeste da Bahia responde por 5% de todo o volume de grãos e fibra produzidos no Brasil. É responsável pelas maiores produtividades nacionais em soja e milho e detém a mais alta em algodão não irrigado do mundo. De acordo Busato, o combate às pragas e doenças é decisivo para que o agricultor possa produzir cada vez mais, em menores áreas e conservando os recursos naturais. “Temos ferramentas novas, tecnologia avançada e os resultados mostram que a união através de associações fortalece a ideia de que é possível produzir de forma sustentável e consciente”, finaliza.

Fonte: Abapa

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GO: cooperação entre Governo e Fundepec impulsiona a pecuária goiana https://grupotide.com.br/2020/09/19/go-cooperacao-entre-governo-e-fundepec-impulsiona-a-pecuaria-goiana/ https://grupotide.com.br/2020/09/19/go-cooperacao-entre-governo-e-fundepec-impulsiona-a-pecuaria-goiana/#respond Sat, 19 Sep 2020 15:34:06 +0000 https://grupotide.com.br/?p=2893 Há 25 anos, Goiás não registra focos de febre aftosa.

As iniciativas de cooperação técnica e financeira efetivadas pelo Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), com o Fundo para o Desenvolvimento da Pecuária em Goiás (Fundepec) têm sido fundamentais para impulsionar o desenvolvimento da pecuária goiana.

Essa parceria ocorre principalmente pelo repasse de recursos financeiros pelo Fundepec. Os valores são usados pela Agrodefesa para dar suporte a todos os programas de sanidade do rebanho, especialmente na prevenção e erradicação de doenças, decorrentes de situação de notificação compulsória como febre aftosa, influenza aviária, peste suína clássica e outras.

O presidente da Agrodefesa, José Essado, ressalta que os convênios firmados anualmente com o Fundepec, bem como recursos repassados em outras situações específicas, são fundamentais para o fortalecimento de todos os programas, projetos e ações desenvolvidos pela Agência no âmbito da sanidade dos rebanhos de Goiás.

“O apoio técnico e financeiro do Fundo, bem como sua participação na formulação das políticas públicas para o setor pecuário contribuem efetivamente para o avanço da produção pecuária”, argumenta Essado. Ele enfatiza também que nos últimos anos houve avanços significativos no controle das principais enfermidades dos animais.

“Há 25 anos, Goiás não registra focos de febre aftosa e isso é resultado do esforço do poder público, do apoio do Fundepec, das parcerias com as entidades representativas dos produtores e da conscientização dos pecuaristas”, reforça o titular da Agrodefesa.

O Fundepec

Criado em 1989, o Fundepec é um fundo emergencial indenizatório privado, mantido pelos próprios produtores rurais, por meio de contribuições espontâneas. Trata-se de uma iniciativa pioneira no Brasil que tem servido de modelo para implantação de similares em vários Estados. Inicialmente, funcionava como Fundação. Em 1997, ela foi transformada em Fundo Indenizatório Privado, passando a receber contribuições dos produtores rurais.

Entre as principais finalidades estão o pagamento de indenizações aos produtores na hipótese de sacrifício ou abate sanitário de seus animais em virtude de doenças emergenciais (como febre aftosa, peste suína clássica, influenza aviária e doença de New Castle); defender os interesses do setor pecuário goiano no Estado, no Brasil e internacionalmente; divulgar e promover campanhas destinadas à profilaxia e desenvolvimento técnico da pecuária em Goiás; e apoiar com recursos humanos e financeiros as ações preventivas de emergência sanitária para debelar doenças de animais.

Em caso de indenização de animais por sacrifício ou abate sanitário determinado pelo órgão de Defesa Sanitária Animal do Estado, o pagamento só é feito ao pecuarista que estiver credenciado e for contribuinte do Fundepec. As contribuições dos pecuaristas são fundamentais para capitalizar o fundo, o que viabiliza o atendimento das demandas do setor pecuário, inclusive nos casos de compensação pela perda do animal.

Importância da adesão

O presidente do Fundepec, Joaquim Guilherme Barbosa de Souza afirma que são inúmeros os benefícios proporcionados aos pecuaristas. “O fundo exerce papel fundamental na pecuária de Goiás. Por isso é muito importante que os criadores tenham pleno conhecimento de seus objetivos e finalidades e se comprometam com sua manutenção e fortalecimento financeiro”, enfatiza ele.

Os recursos são provenientes da contribuição dos pecuaristas em operações de abate de gado de corte, suínos e aves (frango de corte, pintinhos e ovos) e entrega de leite às indústrias de laticínios. Para aderir, o pecuarista pode procurar qualquer escritório da Agrodefesa em todo o Estado ou, em Goiânia, a sede do Fundepec, que fica no Setor Universitário, para fazer o cadastro.

Ao efetuar a adesão, o criador autoriza o frigorífico, laticínio ou entreposto de ovos a repassar ao fundo o percentual estipulado, em conformidade com a pauta fiscal estabelecida pela Secretaria da Economia. As indústrias e entrepostos atuam como depositário fiel.

O Fundepec conta também com a participação de oito entidades mantenedoras que representam produtores e indústrias ligadas ao agronegócio. São elas a Associação Goiana de Avicultura (AGA), Associação Goiana de Suinocultores (AGS), Associação Goiana de Criadores de Zebu (ABCZ), Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras – Goiás (OCB), Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA); Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do Estado de Goiás (Sindicarne) e Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Goiás (Sindileite). Para saber mais sobre o Fundepec acesse www.fundepec.go.org.br.

Fonte: Agrolink

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Pecuária: produção do Brasil deve crescer 10% em 2020 https://grupotide.com.br/2020/09/19/pecuaria-producao-do-brasil-deve-crescer-10-em-2020/ https://grupotide.com.br/2020/09/19/pecuaria-producao-do-brasil-deve-crescer-10-em-2020/#respond Sat, 19 Sep 2020 15:32:22 +0000 https://grupotide.com.br/?p=2890 Não faltarão motivos para celebrar em 14 de outubro, o Dia da Pecuária. De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o setor em 2020 deve ter um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 771,4 bilhões, 10,1% superior em relação a 2019 e o maior já obtido na série histórica, iniciada em 1989. Destes números, R$ 252,3 bilhões são oriundos da pecuária.

Ainda segundo o Mapa, alguns produtos estão obtendo resultados nunca vistos antes, como a soja, milho, carne bovina, carne suína e ovos. Preços internos, superiores aos de 2019, e as exportações de carnes e grãos, principalmente para a China, impulsionaram esse desempenho favorável.

Para o zootecnista Celso da Costa Carrer, presidente da Comissão de Zootecnia e Ensino do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), há uma série de fatores que influenciam os bons resultados esperados para 2020.

Segundo ele, a competividade brasileira é uma delas, pois o tamanho do rebanho permite escalar grandes volumes de produção. Além disso, o uso de tecnologia própria e internalizada por nosso ecossistema de pesquisa e extensão há mais de 40 anos contribuem diretamente para melhoria e desenvolvimento contínuos do setor.

Carrer ainda destaca vantagens comparativas em relação ao clima, extensão de terras e custos de insumos utilizados, com relações de troca relativamente favoráveis. “Esse conjunto de fatores nos tornam muito competitivos no quesito preço.”

Na mesma linha segue o médico-veterinário e membro da Comissão de Saúde Animal do CRMV-SP, Fábio Alexandre Paarmann. De acordo com ele, os resultados de 2020 estão atrelados à competitividade, além do volume e preço das commodities.

“O nosso custo de produção é reduzido, e com a nossa moeda, o Real, mais baixa que outras, é mais vantajoso para vender os produtos”, avalia Paarmann, que também é auditor fiscal federal agropecuário do Mapa.

Tecnologia, produção e espaço físico

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), nos últimos anos, o Brasil reduziu a área ocupada com o gado e ao mesmo tempo expandiu a produção de carne. De 1980 a 2018 a produtividade aumentou em 176% e a produção de carne cresceu 139%. Isso significa também que 250,6 milhões de hectares deixaram de ser desmatados com o aumento da tecnologia dos últimos anos.

O zootecnista Carrer explica que, classicamente, da combinação dos fatores de produção (terra, trabalho e capital) é que são geradas as condições ideais para que se viabilize a produção e a agregação de valor nos produtos agropecuários. A tecnologia é considerada um quarto fator de produção, porque quando aplicada corretamente, deve economizar pelo menos um dos fatores anteriores.

“Neste sentido, quando se entra com uma tecnologia integrada, que resulta em conforto animal, manejo de pastagens, genética adaptada, biotécnicas de reprodução e formas mais precisas de gestão, melhorando as tomadas de decisão, intensifica-se a produção como medida de redução de impactos ambientais, sociais e econômicos. Aumenta-se o giro do capital e agrega-se valor aos produtos. O Brasil não precisa ampliar a área a ser explorada, mas recuperar a capacidade de produção de áreas sub-exploradas na pecuária”, ressalta o zootecnista.

Pandemia do novo coronavírus e desafios

Com a pandemia mundial do novo coronavírus, vários mercados e diversos setores produtivos sofreram impactos. No entanto, de acordo com o zootecnista do CRMV-SP, o resultado atual.

a pecuária de vários países desenvolvidos não possui as mesmas condições brasileiras. “A ameaça da pandemia, com toda a tragédia humana que tem ocorrido, abriu espaços de mercado externo que o Brasil está conquistando”, avalia Carrer.

Atualmente, de acordo com Carrer, os maiores desafios passam pela queda da renda da população e, consequentemente, do consumo no mercado interno; por questões de convencimento dos compradores de que o Brasil respeita e produz carne de maneira social e ambientalmente corretas; exacerbação de movimentos de natureza claramente especulativos no tocante a terras e rebanhos.

“Também é um desafio para o setor pecuarista brasileiro a solução de questões para a volta do investimento no âmbito produtivo e de logística nos modais de transporte e por uma reestruturação dos serviços de apoio e inspeção, de forma multiprofissional e integrada para o País”, finaliza.

Números do setor

De acordo com dados da Abiec, foram exportadas 191 mil toneladas de carnes, resultando em 750 milhões de dólares. Os principais mercados para os produtos brasileiros são a China (40,93%), Hong Kong (15,93%), Egito (8,44%,), Chile (5,56%) e Estados Unidos (3,7%).

Ainda segundo a Abiec:

– 214,69 milhões de cabeças de gado

– 44,23 milhões de cabeças abatidas

– 10,96 milhões de toneladas de carne bovina (TEC) produzidas

– 8,75 milhões de toneladas de carne bovina (TEC) ficam no mercado interno

– 2,21 milhões de toneladas de carne bovina (TEC) são exportadas

Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em 2019 foram produzidas 13,245 milhões de toneladas de carne de frango, sendo 4,214 milhões exportadas, gerando US$ 6,994 milhões. Em relação à carne suína, no mesmo período foram produzidas 3,983 milhões de toneladas, sendo exportadas 750 mil toneladas no valor de US$ 1,597 milhão de dólares.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Plantio de soja começa em MT com mais de 50% da produção já vendida https://grupotide.com.br/2020/09/19/plantio-de-soja-comeca-em-mt-com-mais-de-50-da-producao-ja-vendida/ https://grupotide.com.br/2020/09/19/plantio-de-soja-comeca-em-mt-com-mais-de-50-da-producao-ja-vendida/#respond Sat, 19 Sep 2020 15:30:37 +0000 https://grupotide.com.br/?p=2887 O plantio de soja começou nesta quarta-feira (16) com o fim do vazio sanitário da cultura. As primeiras lavouras plantadas são aquelas que possuem sistemas de irrigação.

O plantio de soja começou nesta quarta-feira (16), em Mato Grosso, com 55% da produção já vendida. Os produtores estão autorizados a fazer o cultivo do grão, já que o vazio sanitário da cultura terminou.

As primeiras lavouras plantadas no estado são aquelas que possuem sistemas de irrigação, já que, com a falta de chuva, colocar as sementes na terra sem que haja umidade suficiente no solo é um risco muito grande.

Neste momento, os produtores tendem a não arriscar. Este ano, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), plantar um hectare de soja no estado sai por pouco mais de R$ 4.170, cerca de 7% mais que o custo da safra anterior.

Em uma fazendo em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, a expectativa é de que seja feito o cultivo de 300 hectares com irrigação. O gerente da fazenda, Elias Belé, conta que estão tomando os devidos cuidados para isso.

“Estamos iniciando com cautela e somente em áreas irrigadas. O nosso vazio acabou no dia 15 de setembro. Então, a partir desse dia, a gente começou largar a semeadura, e iniciar a nova safra de soja 2020/2021. Nós só vamos terminar o plantio das áreas irrigadas e vamos esperar uma boa chuva pra voltarmos a plantar”, afirma.

Em outra propriedade serão quase 700 hectares irrigados. A soja plantada agora, vai ser colhido no começo de janeiro e sem seguida dar espaço para a nova safra de milho e arroz.

O estado deve aumentar 2% a área plantada com soja, chegando a 10,8 milhões de hectares. A produção esperada é pouco mais de 35 milhões de toneladas.

Os produtores iniciam a safra otimistas, conseguindo bons preços pelo grão e com boas perspectivas de negócios. Eles já venderam mais de 55% dessa produção que vão cultivar a partir de agora, mas ainda dependem do clima. Segundo o Agrometeorologista do Climatempo, João Castro, a chuva deve chegar nas lavouras ainda neste mês.

“Nos dias 20 e 21 de setembro é esperado que algumas chuvas comecem já a ocorrer inicialmente pelo oeste do estado de Mato Grosso, na região de Campo Novo do Parecis e Sapezal. No dia 26 e 27 de setembro, aguardamos uma nova massa de ar que vai empurrar uma frente fria e formar um novo corredor de umidade, que vai levar chuva para todo o estado de Mato Grosso, inclusive na região central.”, explica.

As chuvas devem se estender até o norte. Ou seja, em Sorriso e Sinop terá chuva para iniciar o plantio”, afirma.

É importante destacar que a soja plantada nesta semana tem previsão de ser colhida no final de dezembro ou começo de janeiro.

Em seguida, os produtores iniciam a segunda safra, quando fazem o cultivo de algodão, milho ou feijão.

Fonte: G1

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